Por que Fazer Psicoterapia?

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psicoterapia1Como sabemos, a Psicoterapia tem por objetivo “tratar” problemas emocionais e de ordem psíquica: ansiedade, depressão, insegurança, timidez, dificuldades de relacionamento, transtornos de personalidade, enfim, uma diversa gama de patologias.

 Apesar desse importante papel, (o de cuidar de doenças já existentes), a psicoterapia também pode ser apoio para o autoconhecimento e, atuar na promoção e prevenção da saúde emocional.

 Muitas vezes, não nos vemos como pessoa com “problemas”, mas temos uma profunda necessidade de sermos ouvidos. Podemos estar rodeados de pessoas, mas nem sempre, temos a sensação de sermos compreendidos.

  A psicoterapia nos propicia a oportunidade de sermos verdadeiramente ouvidos e, ainda mais importante, de nos ouvir. No corre-corre, do dia a dia, entramos em piloto automático e, acabamos não fazendo reflexões que são essenciais para o nosso bem estar emocional.

Neste sentido, a psicoterapia é um momento muito especial, reservado por você, para você, com o objetivo de ouvir-se e compreender-se melhor.

Por que será que ajo assim? Por que penso tão diferente do outro? Por que este ou aquele tipo de comportamento me desagrada tanto? São descobertas que podem fazer grande diferença em nossas vidas.

 Quando os significados e sentimentos, por trás das palavras, são “ouvidos”, (compreendidos), temos a chance de nos conhecer melhor e fazer conexões que não fazíamos antes. Na prática, isto significa aprender mais sobre mim, sobre as minhas emoções, sentimentos e comportamentos. 

 Podemos dizer que, a psicoterapia  é o passaporte para o autoconhecimento, para uma vida mais feliz, com escolhas mais acertadas, com menos estresse, e consequentemente, com menos sofrimento.

 Se necessário for, a psicoterapia também nos ajuda a promover mudanças significativas, sejam elas, internas ou externas, portanto, ajuda-nos a atender as nossas necessidades pessoais, promovendo consequentemente, o nosso bem estar pessoal.

  E, aí, já pensou em fazer psicoterapia? 

Eliane Orte André – Psicóloga Clínica – (Adulto e Infantojuvenil), Orientadora Profissional / Vocacional  CRP. 06/53384


Os 5 Principais erros no Processo de Escolha Profissional

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Quem não deseja encontrar a carreira dos sonhos? A tão desejada profissão, que não só ofereça o ganho financeiro, mas, que seja fonte de motivação e realização pessoal? Sem dúvida, este é o sonho de consumo de todos nós.

A escolha profissional é uma das mais importantes escolhas da vida, mas infelizmente, muitas pessoas tropeçam ao passar por este processo.

Atente-se aos principais erros cometidos na hora da escolha profissional:  

1) Negligenciar o autoconhecimento – É preciso me conhecer primeiro. Saber quais os meus gostos, interesses, habilidades, personalidade, para depois encontrar os cursos que vêm de encontro com o meu jeito de ser. Para isso, leva-se algum tempo. O autoconhecimento se constrói no nosso dia a dia com as nossas experiências. Porém, nem sempre esse conhecimento está consciente, ou seja, claro em nossas mentes. Neste caso, haverá a necessidade de maior reflexão da nossa parte, para descobrimos quem como somos realmente. Podemos dizer que escolher uma profissão é também desenhar um projeto de vida. Antes de tudo, preciso definir que estilo de vida eu quero ter. Por ex. Quero ter a vida de um atleta, advogado ou  produtor de eventos?

 2) Atender às expectativas do outro / Financeiro – (Olhar para “fora” e não para “dentro”) – Talvez, o grande peso da escolha profissional recaia sobre as expectativas depositadas nela, por nós, e, por aqueles que nos rodeiam, (pais, amigos, professores…). Certamente, muitos sentimentos e emoções serão envolvidos neste processo. Frequentemente, valoriza-se mais os aspectos externos do que os internos na hora da escolha. Os principais motivos que levam os vestibulandos a escolherem um curso e, não outro são: primeiro o ganho financeiro e o “status” atribuído à carreira, depois, o atendimento das expectativas, (dos outros) e, os cursos mais buscados ou da moda. O mais importante, que seria o significado pessoal do trabalho, valores e características pessoais acabam ficando em segundo plano. Não que não se deva ponderar o aspecto financeiro, mas, se nos pautarmos somente nele, corremos o risco de nos decepcionarmos com as oscilações do mercado, ou ainda, sermos bem sucedidos financeiramente e infelizes profissionalmente.

 3) Falta de amadurecimento profissional – pode ser que o estudante tenha um bom nível de autoconhecimento, mas ainda não tenha amadurecimento profissional suficiente para escolher. Não se vê exercendo nenhuma profissão, não explorou satisfatoriamente informações sobre os cursos, rotinas, mercado de trabalho, etc. Em alguns casos, não se deu ao trabalho de conhecer e analisar em detalhes, a grade curricular do curso pretendido, o que acaba provocando desistências e trocas de curso no decorrer do percurso. A quantidade de cursos ofertados pelo mercado, também pode aumentar a indecisão e a insegurança na hora da escolha.

 4) Ter pressa ou simplificar o processo de escolha – Já ouviu dizer que a pressa é inimiga da perfeição? Pois é! Aplica-se perfeitamente à situação de escolha profissional. Muitos vestibulandos consideram-se “corajosos”: “Ah, fui com a cara e a coragem. Não pensei muito e, escolhi”.

Não dar a devida importância ao processo de escolha profissional é um erro gravíssimo. Ter pressa significa não se preocupar com o futuro. Para alguns estudantes e seus pais, é mais importante não “perder” o ano parado, (sem estudar), do que ser mais cuidadoso com a escolha do curso.

 5) Insegurança pessoal – Algumas pessoas não conseguem fazer uma escolha acertada, porque não têm segurança em relação a si mesmas. Não dá para controlar o incontrolável. Hoje, o mercado de trabalho pode estar propício a determinada área e, amanhã, tudo mudar. São os riscos do mercado e/ou do negócio, que devemos assumir ao escolher aquela profissão. As pessoas ficam numa constante briga interna. Será que não vou ter problemas com esta profissão? Será que escolhendo aquele outro curso, vou ter mais garantias? Precisamos nos “bancar”, ou seja, termos a autoconfiança necessária para enfrentar as dificuldades impostas pela carreira escolhida.

O processo de escolha profissional vivenciado com responsabilidade, como algo pessoal e intransferível, esclarece dúvidas importantes e, minimiza possíveis erros, ao contrário da escolha impulsiva.

Como o processo é longo e, demanda alto nível de reflexão, pode ser que sinta a necessidade de contar com o apoio de um profissional, o Orientador Profissional. Ele será uma espécie de “guia” que explorará alguns pontos não percebidos.

É isso! Fazer a escolha profissional é realizar uma “descoberta pessoal” e, não uma corrida contra o tempo.

Coragem e, bom trabalho!

Eliane Orte André

Psicóloga Clinica, Orientadora Profissional e Consultora – CRP: 06/53384


Autoconhecimento – A Chave do Sucesso para a Escolha Profissional

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Escolher o que se quer ser, enquanto profissional, não é tarefa tão fácil.

Hoje, o mercado oferece milhares de opções de cursos superiores e carreiras e, com certeza, ficar com apenas uma opção é um grande desafio.

Talvez, você jovem, possa começar pensando que a escolha é sua. Por isso, permita-se escolher!

Você pode se perguntar, mas por onde começo?

Sugiro que antes de olhar para fora, (as opções de cursos oferecidos), olhe para dentro. Promova o autoconhecimento.

O autoconhecimento é o processo de conhecer-se profundamente.

O processo de autoconhecer-se, geralmente, não é ensinado. Portanto, não temos o hábito de parar para pensar quem somos.

Antes de conhecer os cursos disponíveis, conheça a si mesmo, de maneira que não reste dúvida de quem é você: preferências, habilidades, hobbyies, expectativas de vida. Enfim, conheça-se profundamente e, aí sim estará pronto para de acordo com quem você é, fazer a escolha do curso mais adequado para você.

E, de que maneira podemos fazer isso?

Prestando atenção nas nossas escolhas e preferências, valores pessoais, no meu jeito de ser, (personalidade), se gosto de estar mais em grupo ou sozinho, se sou falante ou gosto mais de ouvir, entre outras coisas.

Na minha opinião, o processo de autoconhecimento deveria ser iniciado há muito tempo antes do vestibular, (ainda durante a infância) e, deve perdurar a vida toda.

O autoconhecimento não tem fim. A cada experiência vivida, me conheço um pouco mais. Meus gostos e ideias também podem mudar com o tempo, por isso é importante a auto-reflexão constante.

Se eu sei quem eu sou, minhas principais características e jeito de ser, devo escolher o curso que vem de encontro com tudo isso. Sendo assim, serei uma pessoa feliz na vida e na minha profissão.

O grande segredo é descobrir o curso que me trará satisfação e realização pessoal. Quem faz o que mais gosta, faz melhor, alcança melhores resultados e é reconhecido por isso.

Para que a escolha seja ainda mais assertiva, devemos unir ao autoconhecimento, conhecimento sobre o mercado de trabalho das profissões pretendidas, promover conversas com quem faz, saber qual a faixa de remuneração para a ocupação e, se o estilo de vida e rotina exigidos, vêm de encontro com o que eu pretendo ter.  Enfim, vou olhar os aspectos mais práticos da profissão. Tudo isso, não perdendo de vista, é lógico, a satisfação e a realização pessoal.

Também sabemos que algumas variáveis poderão interferir na minha escolha profissional, tais como, história de vida, possibilidades e/ou condições financeiras. O mais importante que o estudante, busque formas de viabilizar esse sonho.

É óbvio, que no decorrer do processo de escolha profissional, várias pessoas poderão querer auxiliá-lo, dando sugestões, relatando experiências vividas e apontando para possíveis opções de escolha.  Talvez, você possa ouvi-las com carinho e educação. Até poderá ter a chance de pensar em algo que ainda não tenha pensado como opção e checar informações, mas lembre-se, cabe a você e a mais ninguém, decidir.

Cuidado com mitos e modismos. Também, não se deixe levar pelo “status” ou suposto “poder” que algumas profissões podem oferecer. O mais importante é fazer uma escolha consciente.

O Ser e o Fazer estão intimamente ligados. Então, talvez possa pensar em quem gostaria de se tornar e, que contribuições gostaria de dar à sociedade com a sua escolha profissional.

Foque em você!

Boa sorte nesta empreitada!

 

Eliane Orte André

Psicóloga Clinica, Orientadora Profissional – CRP: 06/53384-0

 


Depressão na Terceira Idade

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terceira idadeO envelhecer não é bem visto pela maioria das pessoas, chegando algumas até a rejeitar tal situação, o que naturalmente sabemos, não é possível. O processo de envelhecimento aliado a esta rejeição tende a  provocar sentimentos como  angustias, incertezas, inseguranças, que podem ser potencializados por uma sociedade onde o culto pelo corpo perfeito, a competitividade, a baixa valorização e por vezes descuido e desrespeito pelo  idoso imperam.

Como se preparar para envelhecer sem sofrimento? 

A prevenção é o melhor caminho. As pessoas tendem a negligenciar esta etapa da vida, por dificuldade de entrar em contato com a possibilidade do envelhecer como a  perda da vitalidade, da beleza, da energia, da utilidade,  e com isto não se preparam para esta fase, descuidando durante grande periodo da vida de sua  saúde fisica  (falta de atividade, falta de chekups clinicos, admissão de vícios, estress), da sua vida social (estabelecimento de grupos de amigos, viagens, encontros) e também de  sua saúde financeira. Deveríamos planejar nossa velhice como planejamos várias atividades em nossa vida profissional e emocional. Devemos ter várias frentes de atuação para ir lançando mão a medida que as limitações aparecerem.

A evolução do envelhecimento constuma causar angustia? 

Sim, angustia, ansiedade, baixa auto estima, insegurança, introspecção, sensação de inutilidade. Ao começar a vivenciar o envelhecer o ser humano é obrigado a resignificar vários valores, expectativas, crenças e atitudes e isto naturalmente provoca estes sentimentos além do fato de que fazer parte  de uma sociedade onde o envelhecer é desvalorizado, negligenciado e desrespeitado pode potencializar tais sentimentos tambem.

Como combater estes sentimentos? 

O ideal é não negar e/ou camuflar tais sentimentos e sim elaborar, tentar entender, trocar informações, tirar dúvidas, pesquisar sobre, tornar explicitas suas dificuldades.

Nesta fase da vida, a depressão é mais comum? 

Sim, a Depressão é a principal doença mental da 3a. idade, sendo desencadeada pela solidão, inatividade, perdas de entes queridos, sensação de inutilidade, desvalorização  e impotência.

Quais os sinais? 

Desanimo, introspecção, baixo contato social, baixa auto estima, muito ou pouco sono, alteração no apetite, descuido com a aparência, irritabilidade e até mesmo agressividade.

Como combater? 

Um exame clínico acurado pode ser um norteador para melhorar a qualidade de vida da pessoa, detectanto possíveis problemas de saúde e determinando os cuidados, aliando a isto exercícios adequados as condições físicas do idoso, estimulação da socialização, incentivo a uma atividade de trabalho, resgate de afetos, enfim, acionar mecanismo que devolvam a auto estima e vontade de viver.

Não devemos esquecer que a  Depressão é uma doença e sendo assim,  Psicoterapia e tratamentos medicamentosos podem ser indicados.

A melhora no quadro de depressão é lenta? Cerca de quanto tempo? Depende de quais fatores?

Tudo depende do quadro geral do depressivo e de sua história de vida como por exemplo: seu nível de resiliência, o como lidou com situações adversas, como está e foi sua auto estima, como é seu contexto familiar, seu histórico profissional, sucessos, fracassos, seus relacionamentos, enfim, as diferenças individuais é que estabelecem o tempo desta melhora.

Desenvolver ou resgatar nos idosos sua capacidade de amar, pensar, interagir, cuidar de pessoas, trabalhar, assumir responsabilidades, lidar naturalmente com as mudanças de seu corpo, investir em projetos, se exercitar, alimentar-se de maneira saudável, diminuir vicios, são dicas básicas de um envelhecer com serenidade.

Linete L. Campos Psicóloga Clínica Psicoterapeuta Consultora Docente universitária –  CRP.: 06/20843-1


Psicoterapia

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psicoterapia  é um tipo de terapia, cuja finalidade é tratar os problemas psicológicos, tais como depressão, ansiedade, dificuldades de relacionamento, entre outros problemas de saúde mental. Por ser uma das áreas da saúde mental, a psicoterapia é a principal linha de tratamento para qualquer assunto referente ao psiquismo. Propõem intervenções psicológicas, cujos objetivos centrais são restabelecer o funcionamento psíquico adequado ao paciente, permitir que o paciente compreenda as causas do que lhe acomete, para que possa encontrar recursos psíquicos para lidar com suas dificuldades e problemas, desenvolver meios de agir no mundo, redefinindo seus traços de personalidade, solucionar problemas pontuais, que o afligem, bem como, observar questões de cunho mais existencial. A psicoterapia é executada por profissionais licenciados, junto aos conselhos de Psicologia, para prover tratamentos aos distúrbios e transtornos mentais. As modalidades possíveis são: psicoterapia extensa, psicoterapia breve e aconselhamento psicológico clínico. Às vezes é precedida de um psicodiagnóstico. É um tratamento efetuado em ambiente clínico através de consultas de 50 min semanais, porém a gravidade do paciente pode determinar um número maior de sessões. É aplicado em um determinado contexto formal (individual, casal, grupal, individual com a presença de familiares, mediação de conflitos, de acordo com a indicação).Em linguagem técnica, o termo “psicologia” refere-se à ciência e “psicoterapia” ao uso clínico do conhecimento obtido por ela.. Antes de serem concorrentes, os diferentes tipos de psicoterapia possibilitam uma maior adaptabilidade do tratamento às características individuais do paciente e podem ser assim classificadas de acordo com o número de pessoas: psicoterapia individual, de casal, familiar ou de grupo; de acordo com a duração: terapias curtas (6-15 sessões) e longas (até três ou mais anos); de acordo com o setting (contexto): online ou pessoalmente; de acordo com a delegação do “poder terapêutico”: terapias diretivas, em que o terapeuta trabalha com apenas um paciente; terapias de mediação, em que o auxílio não é direcionado ao paciente diretamente, mas a pessoas relevantes para ele (pais, parceiro, etc.); grupos de auto ajuda, em que pessoas com os mesmos problemas procuram juntas se ajudar mutuamente na superação do problema. Alguns métodos têm por objetivo mudanças intrapessoais (nas funções psíquicas do indivíduo), outros têm por fim mudanças em sistemas interpessoais disfuncionais (pares, famílias, grupos de trabalho…); A psicoterapia é então um processo que permite transformações profundas da pessoa, com resultados evidentes em diversas situações de seu contexto de vida.

Linete L. Campos Psicóloga Clínica Psicoterapeuta Consultora Docente universitária –  CRP.: 06/20843-1


Falta de Limites pode ocasionar Problemas em todas as fases da Vida

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Quem não sente, ou, já sentiu vergonha ao ver o filho pequeno dando “piti”, numa loja? E, um filho adolescente, desrespeitando você ou uma pessoa mais velha? Pior ainda, não?

Pois é! A educação de nossos filhos é coisa séria! Dar limites a eles é muito importante para formarmos crianças e adolescentes saudáveis, do ponto de vista emocional e, verdadeiros cidadãos. Não podemos respeitar nossos semelhantes, se não aprendermos quais são os nossos limites.

Segundo a educadora Tania Zagury, em seu livro, Limites sem Trauma, DAR LIMITES é: “dizer sim, quando possível, e não sempre que necessário; ensinar que existem outras pessoas no mundo e, que os direitos são iguais para todos; ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente, para que no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade…”.

Para dar limites não é necessário bater, gritar, nem usar da força e do autoritarismo. É preciso apenas, agir de maneira firme e segura, (com autoridade), explicando o porquê, quando necessário.

Na primeira infância de 0 a 03 anos, as crianças nada sabem sobre limites. Só pensam em satisfazer as suas necessidades e desejos, (egocêntricas). Não sabem o que é certo ou errado e, são os pais, os principais responsáveis por ensinar à criança, o que pode, o que não pode, o que é certo e errado, tanto do ponto de vista educacional como ético.

A paciência é fundamental. Educar dá trabalho. Leva-se muito tempo, (anos), para que, através do treino dos pais, a criança vá interiorizando os limites estabelecidos.

Devemos pensar que, todos nós enquanto seres humanos, temos uma série de necessidades e desejos a serem atendidos, porém, nem tudo o que queremos é possível. Exemplificando, necessidades e desejos: – para uma infância saudável, a criança necessita brincar. Porém, não é preciso para isso, encher o seu quarto de brinquedos cada vez mais caros, (desejo); – O adolescente precisa vestir-se, (necessidade), mas não é necessário ter apenas roupas de grife, ou, trocar de aparelho de celular a cada ano, (desejos).

É preciso ensinar à criança, no seu dia a dia, que nem sempre o que desejamos é conveniente naquele momento.  Seria maravilhoso que a vida fosse feita apenas de prazeres, (satisfação do desejo). Às vezes, podemos nos dar ao luxo de atendermos aos nossos desejos, mas na maioria das vezes, não. E, a criança precisa assimilar isso.

Instalação de dificuldades como conseqüências da falta de limites
Em seu livro, Tania Zagury, também ensina como estabelecermos limites, etapa a etapa, de acordo com a fase de desenvolvimento da criança, e, o que pode acontecer quando isso não ocorra:

– 1ª Etapa – de 0 a 5 ou 6 anos, (no máximo) – se não estabelecido limites, muito provavelmente, ocorrerá o descontrole emocional (pitis), ataques de raiva.

– 2ª Etapa – dos  06 aos 07 anos – Dificuldade crescente de aceitação de limites – se a criança foi atendida em tudo na fase anterior, vai ficando cada vez mais exigente e distanciada da realidade.

– 3ª Etapa – (mais ou menos dos 08 aos 11 anos) – Distúrbios de conduta, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, dificuldades para concluir tarefas, excitabilidade, baixo rendimento. A criança acha que todos têm que atender as suas necessidades. Interrompe as pessoas aos gritos, entra sem bater à porta, faz a tarefa escolar só quando tem vontade, entre outras coisas.

– 4ª Etapa – adolescência – Agressões físicas se contrariado, descontrole, problemas de conduta, problemas psiquiátricos nos casos em que há predisposição. Se não houve limites em todas as fases anteriores, a tendência é que a criança se torne um adolescente agressivo, desinteressado pelos estudos, sem habilidade para lidar com o social, sem tolerância à frustração.

Além da família, outras instituições continuarão a contribuir para a internalização de limites, tais como, a escola, impondo o respeito e o bom convívio com os demais colegas e professores e, as organizações de trabalho, impondo regras e respeito à hierarquia da empresa. Apesar disso, todo o trabalho de “base”  deve ser realizado pela família. Sem essa base será bem difícil o atendimento às demais regras impostas pela sociedade.

Na fase adulta, pessoas que conviveram com a falta de limites podem ser incapazes de enfrentar dificuldades cotidianas, como ficarem desempregadas, aguardarem a sua vez na fila e, podem até vir a infringirem as leis: dirigir embriagado, ou até mesmo, roubar para satisfazer os seus desejos de consumo.

Realmente, as conseqüências para àqueles que crescem sem limites são bem graves. Por isso, a grande tarefa dos pais ou responsáveis, deve ser a educação dos seus filhos. Fazer com que eles interiorizem os limites e normas estabelecidas, monitorando comportamentos e atitudes e, reforçando-as quando necessário.  Os pais precisam ter uma atitude firme e constante perante os filhos, de maneira que estes entendam claramente que, aqui não aceitamos e não compactuamos com determinados comportamentos.

 Dicas de como estabelecer e fazer com que os filhos incorporem limites:

Dar o exemplo pessoal – serem respeitosos em relação aos seus limites e os limites dos outros, não infringirem a lei, não perderem o controle. Os pais têm que ser um espelho para os filhos.

– Tenha autoridade, mas não seja autoritário – O autoritário não ouve o outro. Ouça o seu filho, mas aja com firmeza e diga não, se for necessário.

Premiar ou recompensar quando acertar – sempre que ocorrer um comportamento adequado, premiar naturalmente, com elogios, um abraço sincero e o reconhecimento. Evitar premiar com presentes, porque pode se tornar um problema no futuro.

Corrigir sempre que necessário – fazer com que a criança assuma as conseqüências de seus atos. Ex. Saiu com os amigos, passou dos limites, ficará um mês sem sair e assim, progressivamente.

– Estabelecer limites justos – utilizar o mesmo critério para todos os filhos, não beneficiar um em detrimento de outro. Ex. beneficiar o filho menor: “Ah, mas ele é pequenininho”. As regras devem ser as mesmas para todos.

– Não se beneficiar com os limites – utilizar e estabelecer limites que favoreçam o aprendizado dos filhos e, não o seu benefício.

– Não bater – agressividade gera agressividade. A criança pode assimilar que o mais forte, ou mais violento, sempre consegue o que quer.

Bibliografia:
Zagury, Tania – Limites Sem Trauma – Construindo Cidadãos – Ed. Record – RJ, 2001

Eliane Orte André
Psicóloga Clinica, Orientadora Profissional e Consultora Empresarial

CRP: 06/53384-0


Sentimento de Culpa leva à Autopunição

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“A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente”.

Essa frase do psiquiatra suíço C. G. Jung (1875-1961) nos faz refletir sobre muitas coisas… Quase sempre chegamos na verdade ao errarmos. É isso mesmo! Mas, quantos erros cometemos até chegarmos na verdade? Isso não importa, o que deve importar mesmo é a experiência adquirida e o crescimento obtido. Mas nem sempre temos essa consciência e, na maior parte do tempo, os erros cometidos são transformados em culpas. Alguns passam a vida errando e se culpando; outros sendo vítimas dos erros dos outros, e culpando-os; outros não fazem nada ou em tudo que fazem, são culpados; e outros, ainda para justificarem seus próprios erros, nos culpam. Que loucura, não?

Culpa é o sentimento de ser indigno, mau, ruim, carrega remorso e censura. A culpa é o resultado de muita raiva guardada que se volta contra nós mesmos. Poderíamos resumir assim:

Raiva + mágoas reprimidas = culpa = autopunição

Esse sentimento que corrói nossa alma e que muitas vezes nos impede de sermos nós mesmos, tem muitas variáveis difíceis de se esgotar. Mas podemos refletir sobre alguns aspectos geradores de culpa.

Características de quem sente culpa

– Preocupação excessiva com a opinião dos outros;
– Sente-se mal quando recebe algo, pois na verdade não se considera digno de aceitar o que os outros dão;
– Fala repetidamente sobre o que motivou a sentir culpa;
– Raiva reprimida;
– Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;
– Sente-se rejeitado;
– Responsabiliza o outro pelo próprio sofrimento;
– Sente-se vítima em algumas ou muitas situações;
– Geralmente se pune ficando doente, ou sendo vítima freqüente de acidentes, ou seja, autopunições constantes;
– Dificuldade em expressar os reais sentimentos;
– Não consegue falar ‘não’;
– Necessidade em agradar;
– Sempre fazendo algo pelos outros e raramente para si mesmo;
– Dificuldade em fazer algo só para si;
– Não consegue administrar o tempo, pois está sempre sobrecarregado;
– Baixa auto-estima;
– Falta de amor-próprio.

Você pode se identificar com essas características ou ter outras, o importante é reconhecer que a culpa traz muitas conseqüências em nosso modo de ser e agir. Perceba como se sente, elevando assim seu autoconhecimento para mudar o que te faz sofrer.

A culpa pode ser gerada pela (o):

– Religião;
– Morte;
– Manipulação;
– Crítica;
– Regras;
– Acusações;
– Repressão;
– Rigidez;
– Inflexibilidade;
– Julgamento;
– Controle;
– Dependência;
– Superproteção;
– Raiva;
– Medo;
– Rejeição;
– Abandono;
– Abusos;
– Mentira;
– Prazer;
– Felicidade;
– Dinheiro;
– Sucesso;
– Expectativa;
– Comparações;
– Necessidade de agradar;
– Comodismo/ falta de atitude;
– Sentimentos de impotência;
– Preconceito;
– Segredos, principalmente entre os familiares.

Aqui estão algumas causas do sentimento de culpa. A origem de sua culpa pode ser outra, ou serem várias. Procure ter a consciência exata da origem do seu sentimento de culpa. Explore um pouco mais sobre o que gerou em você a culpa. Comece perguntando-se: O que me faz sentir culpa? De não ter sido amado? Ter sido rejeitado, abandonado? Ter acreditado que recebia amor, quando na verdade recebia apenas o que acreditava ser amor? Ter sido vítima de maus tratos e abuso sexual ainda criança? Terem me ocultado a verdade, o que me obrigou a acreditar e conviver com a mentira? De não ter sido amado?

Faça uma lista de todas as culpas que você sente, por maior que possa ser a lista, faça! Isso o ajudará a compreender melhor seus sentimentos e conflitos gerados pela culpa. Analise as situações em que aconteceram os fatos e se você efetivamente tinha condições de agir diferente de como agiu. Depois continue sua análise. Onde, quando e por que começou cada uma delas? Quais são as situações que me sinto culpado pelo que fiz ou deixei de fazer? Quais eram meus valores em relação ao assunto quando agi daquela forma? Se fosse hoje minha atitude seria diferente? Como? Quem fazia ou faz com que eu me culpe? Busque a relação da culpa atual com seu histórico de vida. O objetivo desse exercício não é buscar mais culpados, mas explorar os motivos pelos quais ainda se culpa, se responsabilizando pelos seus atos, e mudar o que pode ainda ser mudado, libertando-se desse sentimento que aprisiona e impede o crescimento.

Conseqüências da culpa

– Autopunição;
– Medo;
– Sofrimento;
– Remorso;
– Estagnação;
– Doença – segundo alguns estudos, a culpa está presente em praticamente a maioria das pessoas portadoras de câncer;
– Tristeza/depressão;
– Submissão;
– Prisão emocional;
– Solidão;
– Dificuldade em impor limites, dizer não;
– Fuga através do álcool, drogas;
– Compulsão alimentar;
– Conflitos internos e nas relações;
– Dificuldade em sentir prazer;
– Destruição da auto-estima e amor-próprio.

As conseqüências da culpa são muitas, isso ocorre porque com a culpa está sempre presente a necessidade, ainda que inconsciente, de autopunição. É certo que a culpa pode ser um sinal de alerta sobre falta de limite e respeito pelo outro; ou a indicação que é preciso mudar algum padrão de comportamento. Caso contrário, poderá continuar machucando aqueles que lhes são mais caros.

O mais indicado sempre é responsabilizar-se e não se culpar, pois a culpa faz com que permaneçamos no papel de vítima e esse traz apenas estagnação e repetição de padrão, não proporciona crescimento. A responsabilidade faz com que acreditemos na capacidade de mudar. E todos nós temos essa capacidade!

Autora: Rosemeire Zago – Texto original: UOL.com.br/vyaestelar/culpas/Sessão comportamento


A arte de atrair e reconhecer talentos!

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Uma organização que realiza uma nova contratação deve compreender que além de um “ser humano”, está contratando um indivíduo com anseio por oportunidades. É evidente que este colaborador necessita de um salário, mas além das notas ($), procura uma organização que queira mantê-lo em seu quadro de colaboradores, e que possa dispor de outros benefícios como: um programa de qualidade de vida, promoções, comissões por desempenho e resultados, premiações, treinamentos de capacitação e, até mesmo, oportunidades de carreira.

A valorização de cada colaborador no contexto organizacional é imprescindível, à medida que cada um deve ser tratado na sua particularidade. Para isso, seus gestores não devem desenvolver uma linguagem que valorize apenas os números, visto que a liderança coerente acontece a partir de uma comunicação que promova discussões em grupo, que crie o espírito de equipe, e que resulte num modelo de organização competitiva e produtiva.

Quando existem estímulos, os resultados positivos são conseqüências decorrentes de um trabalho vinculado a práticas saudáveis dentro da organização. É necessário, deixar os gráficos com demonstrações de crescimento através de porcentagens e quantidades para um segundo momento, pois os colaboradores de uma organização precisam da “explosão do reconhecimento”, aquela que indica sua evidente colaboração junto à empresa.

Vamos optar pelos gráficos com demonstrações de “diferenciais” no contexto organizacional. Demonstrem que através da “interação” de determinado setor foram agregados resultados relacionados à capacidade de soluções rápidas por problemas manifestados pelos clientes. Ou, que através da “motivação” nas equipes, foi possível contribuir com novas práticas, no que se refere à negociação com os clientes. E, que ainda, através da “flexibilidade”, todos os investimentos da área de treinamento, se transformaram em recursos de criatividade utilizados para fixar o produto ao cliente.

Faça seu funcionário sentir-se “único” e “especial”, reconhecendo cada esforço realizado, cada etapa vencida. É evidente que esta não é uma tarefa fácil, mas, por exemplo, de acordo com os treinamentos programados em sua organização, planeje um evento diferenciado, digamos um “encontro motivacional”.

Evidencie as conquistas de cada colaborador na empresa, sempre enfatizando que mesmo aqueles que ainda não se sobressaíram estão sendo observados, pois a organização reconhece que muitos estão trilhando novos caminhos dentro de seu contexto.

Os vídeos motivacionais são ótimos, mas utilizem também de outras práticas; criando um momento favorável para que falem de suas próprias vivências profissionais, relembrando o momento de sua entrada na organização até os dias atuais.

A organização deve registrar momentos de sua história, sem esquecer que seus colaboradores fazem parte dela. Desta forma, criar ocasiões também faz parte de um momento importante no contexto organizacional, seja para tirar uma simples foto, ou colher uma imagem do seu colaborador exercendo suas atividades diárias; sempre se atentando ao fato de que este momento poderá ser utilizado para surpreendê-lo, por exemplo, em um “treinamento”.

Faça-os lembrar do sorriso pelo primeiro salário, do primeiro abraço por uma conquista, das confraternizações, dos momentos de premiações, da caracterização de um departamento em virtude de festas comemorativas. Do colega de equipe que lhe deu a primeira ajuda sobre um trabalho a ser executado, inclusive do colega que com um simples sorriso e um lindo “bom dia” mudou seu humor. E não se esqueçam de fazê-los relembrar dos “acertos”, que vieram depois dos “erros”. Se não houvesse erros ou dúvidas, para que teríamos a palavra “aprendizado”? Identifiquem juntos as qualidades preponderantes em suas equipes e em seus departamentos, compreendendo que todas essas qualidades fazem toda a diferença para a organização.

Não permitam que um Processo de Gestão de Pessoas se transforme em regras incoerentes, que somente irão podar seus colaboradores. Nem esperem que a área de RH vá aos seus departamentos reconhecer os funcionários que “VOCÊS” lideram todos os dias.

Sempre devemos buscar nossas estratégias, compreendendo quais são as missões de nossa empresa e as estratégias que são necessárias para alcançarmos sucesso nos negócios. Porém latente a este processo, devemos compreender que temos “talentos” em todo o contexto organizacional e são eles que formarão uma organização dinâmica e flexível. É exatamente este “todo”, que nos fará ter dimensão do globalizado, bem como das oportunidades que deveremos criar.

O que deve ficar bem claro é que independente de visões pré-estabelecidas o comprometimento com o ser humano deve ser sempre a “preocupação maior”. Você sozinho tem uma capacidade X, caso utilize o seu tempo para se comprometer somente com a organização, mas se usar esse tempo criando coeficientes de contribuição, para se comprometer em apoiar também seus 10 colaboradores multiplicará esta capacidade por 10. O que dará mais resultado para a organização?

Não existem profissionais de sucesso em organizações que pleiteiam apenas “sonhos de papel”, que possuem aqueles infindáveis projetos, que só gastam tempo e nunca saem do papel. Os colaboradores de uma organização precisam da “realidade”, que contém oportunidades de desenvolvimento e que garantam consistentes carreiras de sucesso.

Não existe estratégia em uma organização que só pede por mudanças, mas não abre caminhos para que isso aconteça! O primeiro passo é mudar conceitos, compreendendo que o colaborador é um “parceiro”, que para difundir qualidade de serviços, precisa ter a qualidade do que é “sustentável”, ou que para agregar valor a qualquer produto, precisa ser reconhecido como alguém potencial para sua organização.

O reconhecimento do talento humano não é só um diferencial em uma organização, mas sim a conquista do sucesso de qualquer negócio. Deixem seus funcionários serem “construtores de idéias”. Não permitam que sejam expectadores, pois quem apenas assiste a algo ou observa, não se sente “parte integrante” de nenhum contexto, seja ele qual for.

Autora: Simone do Nascimento da Costa – Texto original publicado em  www.rh.com.br/Portal Motivação/Artigo5023/


Autoestima afeta atuação no mercado de trabalho

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autoestima

A autoestima é fator crítico para o sucesso profissional e de vida. Alguns já nascem com ela bem abastecida, outros têm um trabalho árduo para desenvolvê-la. Mas o fato é que todos precisam cultivá-la, em um processo contínuo.

Vale ressaltar que autoestima e arrogância não são sinônimos. Enquanto a arrogância cega, porque o egocentrismo impede o reconhecimento do outro, a chave da autoestima é o brilho do autoconhecimento. 

É preciso refletir, observar, comparar, para obter um diagnóstico fidedigno que permita ao indivíduo conhecer seus limites, desenvolver os pontos fracos e, principalmente, colocar a maior parte de sua energia na potencialização de seus pontos fortes.

A busca do balanceamento entre o reconhecimento da pequenez de nossa existência frente ao universo e, ao mesmo tempo, da importância relativa de nossa existência por sermos únicos pode ser a chave da felicidade e do sucesso. 

O senso comum diz que ninguém é insubstituível. No entanto, essa verdade é relativa. Podemos ser facilmente substituídos em tarefas, atividades e, obviamente, em nossas funções no mercado de trabalho. 

Mas é preciso lembrar que numa visão mais holística, quem de sã consciência pode dizer que um pai, uma mãe, um irmão ou um amigo pode ser plenamente substituído por outro ser humano?

Ao sermos descartados de uma função ou de uma empresa, como no jogo, é preciso lembrar que eventualmente nossa ‘peça não se encaixava naquele espaço’. Mas com uma boa dose de auto-conhecimento não será difícil saber reconhecer onde nossa peça está sendo requisitada. 

Obviamente a vida é viva, o mercado de trabalho está em constante evolução, e não podemos nos acomodar em nossa zona de conforto, crendo que o universo conspirará a nosso favor. É preciso sempre fazer a nossa parte, até porque, se somos únicos, ninguém poderá fazer por nós. Se a auto-superação é o principal alimento de nossa auto-estima, é preciso que a evolução e o auto-desenvolvimento sejam os companheiros indispensáveis dessa jornada evolutiva. 

Somos únicos sim, somos imprescindíveis sim, nossa peça pode até estar melhor posicionada no jogo, é verdade, mas esse fato sempre dependerá do ângulo de observação. Assim, quando alguém quiser se descartar de você dizendo que ninguém é insubstituível, lembre-se que você é sim… mas tanto nas potencialidades como nas fragilidades! 

O jogo da vida é complexo, mas é preciso ter em mente que não há jogadores reservas, nenhum de nós pode ser prescindido. 

Publicado em: Meu Primeiro Emprego / Texto original: O Estado de São Paulo

 


Isolamento Social e Tecnologia

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pessoas-celular

Ao andarmos pelas ruas, ou adentrarmos restaurantes, shoppings, escolas e até mesmo cinemas, deparamo-nos sempre com a mesma cena, a grande maioria das pessoas completamente imersa em seus celulares, Smartphones ou computadores de mão.

Muitas vezes, até mesmo acompanhadas, as pessoas transferem o foco da sua atenção, do acompanhante para um aplicativo ou amigo virtual.

São cada vez mais freqüentes, relatos de pacientes que se relacionam mais virtualmente do que pessoalmente.

Tudo é desculpa para ficar “preso” ao mundo virtual.

O tímido que, geralmente, tem maior dificuldade para interagir, troca rapidamente, o falar “olho no olho”, pela conversa virtual. O jovem abre mão de passeios para ficar em casa, “preso” ao computador, ou ainda, reúne-se virtualmente para uma partida de game on line, ao invés de juntar-se à “turma” pessoalmente, para um bate papo e, por que não, jogarem presencialmente.

Não é incomum encontrarmos pessoas que buscam relacionamentos afetivos pela internet. E, infelizmente, até aquela ligação de felicitação pelo aniversário foi, praticamente, substituída pelo feliz aniversário virtual.

Onde é que ficam os relacionamentos interpessoais? De que forma construiremos o aprendizado do relacionar-se? O que ganhamos e o que perdemos com esta troca do pessoal pelo virtual?

É triste vermos as pessoas, cada vez mais, se isolarem com seus celulares em punho. Acreditam ter uma rede de amigos, mas no fundo, sabem que não podem contar com estas pessoas, efetivamente. Numa eventual emergência pessoal, não têm com quem contar e, ou desabafar.

Além de jovens e adultos, a tecnologia também atinge as crianças que, desde muito cedo, conhecem o mundo virtual e suas “armadilhas”.

Aonde vamos parar? Quando vamos resgatar a amizade, o companheirismo e o contato social?

Relacionar-se socialmente faz parte de um comportamento saudável, torna as pessoas mais felizes e completas, além do que, traz experiências de vida não vivenciadas numa relação virtual.

Os relacionamentos interpessoais e o convívio social, além de promoverem laços afetivos, propiciam diversas habilidades tais como, as de integração, diálogo, argumentação, negociação, resolução de conflitos, ouvir, influenciar, motivar, entre outras.

Sabemos da importância da tecnologia, portanto, seria impensável a exclusão dela da nossa vida, porém, é importante e necessário, o seu uso com limites.

Tecnologia – podemos utilizá-la a nosso favor e não contra. Só assim conseguiremos evitar o “vício” e, alcançarmos o equilíbrio entre outras esferas na nossa vida.

Eliane G. Orte André – Psicóloga Clínica / Orientadora Profissional e Consultora de Empresarial / CRP: 06/533840